19.10.07

Tapa na cara

Quando menos se espera. Tapa na cara. Sem dó e sonoro. Dói sustenido. Que saltos que a vida dá. Esse tapa repente me fez repensar. É preciso aprender até saturar. Ser a justificativa do que se quer explicar. Beijo a mão que deixou a minha face quente. Fervente. Fez minha alma subir. Entrar em ebulição e sumir. Mas eu vou voltar. Vou cair, vou aterrissar. Tempestade louca no quintal da sua casa. Vou gritar na sua cara. E molhar você inteiro, com o seu próprio suor. Depois, mais tarde, ofereço a outra face.

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