28.2.08

morte e vida

Morte. Qualquer coisa linda havia morrido dentro dela. Era preciso aceitar. Era preciso erguer a cabeça e continuar. Ainda com o peito sangrando um pouco a cada dia, um tanto a cada lembrança. Era preciso continuar mesmo com a falta de encanto. Viver sem a certeza da pureza. Mas como? Tão doído isso. Ela só sabia amar assim. Inteira. Acreditava em toda aquela beleza. Admirava. E agradecia. Todos os dias. Queria aquele amor imaculado. Queria. Mas não podia controlar tudo. Só a si mesma. E, dentro de si, sabia. Precisava estar livre. Livre de tudo que não lhe pertencia. Precisava deixar aquele amor morrer. Cada flor e cada dor. Cada pedaço daquele amor. Tudo. Só assim, morrendo, poderia nascer de novo. Mesmo amor, amor novo. Semente. Broto. Regados com encanto. Espera e esperança. Até que o tronco esteja forte. E a ternura, então, volte. Até que as flores sejam muitas. E o silêncio repleto de sentido. Até que os frutos estejam maduros. E tudo volte a ter gosto. Vida.

3 comentários:

Fabiola disse...

Tb estou com saudades
E como vc esta?
Esta tudo bem por ai?

Mariah só Mariah disse...

quisera eu ter o poder de dominar, pelo menos, a mim mesma.
quisera eu ter o poder de deixar morrer o amor que hoje está me matando.
mariah

Renata disse...

às vezes é assim. a gente tem que aceitar a morte para seguir a vida.
a gente sabe, mas não é por isso que deixa de doer, né?