8.12.10

contrapartida

eu tinha muitas angústias.
parecia-me que os meus quereres iam na contramão do mundo.
queria a sorte de um amor tranqüilho.
queria filhos cheios de infãncia, com pés sujos de terra e pele corada de sol.
queria poder cuidar da minha vida, de cada pedacinho dela.
queria a tal flor branca e amarela.
queria distância da falta de sentido, dos olhares perdidos.
sim, eu queria o meu copo cheio.
meu coração satisfeito.
do meu jeito.
e isso tudo me angustiava.
até o dia em que eu descobri que eu posso fazer escolhas na vida.
e esse foi o meu ponto de partida.

Um comentário:

Anônimo disse...

I like the way you tell about that exceptional moment when somebody gets notice of his/her growing,and the transition to "accepting it"...and then comes the opening of the doors which lead to peace and joy. I´m glad you've grown as a poet too! beijos. "Andy"